Como posso ajudar? - Prevenção do suicídio
- 9 de set. de 2017
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A cada 10 casos de suicídio, acredita-se que 9 podem ser evitados pelo fato de a pessoa ter apresentado sinais sobre sua intenção, sobre sua mudança no modo de ver a vida, ou até mesmo, ter comunicado a alguém (amigos, familiares, profissionais, etc.) sobre seus sentimentos e/ou sua vontade de cometer o ato. Mas como oferecer ajuda a uma pessoa próxima se muitas das vezes, por desconhecimento não sabemos identificar esses sinais e até mesmo quando identificamos não sabemos qual a melhor maneira de lidar e conversar com a pessoa? Pois é, o Brasil é o oitavo país com mais números de suicídio, onde, por dia, cerca de 32 pessoas cometem suicídio por dia. Ainda assim, não existem políticas públicas adequadas no país que venham a nos auxiliar nos casos de prevenção e muito menos em casos de posvenção. A cada suicídio cometido, várias pessoas são afetadas, pais, filhos, irmãos, familiares, amigos, colegas etc. Estudos estimam que 60 pessoas sejam intimamente afetadas em cada morte por suicídio, incluindo as mencionadas. Mas então, como devo conversar com alguém que está apresentando sinais?
Não existem fórmulas mágicas (para nada) e se alguém lhes oferecer, desconfie sempre. Use suas habilidades a respeito do que você já conhece dessa pessoa, para ao menos tentar criar ao máximo um ambiente confortável para essa conversa. Pense sobre como você gostaria de ser acolhido caso estivesse nessa situação, pois, apesar de que cada pessoa tem suas preferências, há coisas que são praticamente unânimes, como por exemplo, se sentir seguro, confortável, amado. Aposto que você gostaria de que a outra pessoa lhe acolha com voz calma, que não lhe julgue, que você não precise provar nada para que acreditem em você, que não lhe digam a melhor coisa a se fazer e nem que façam comparações do seu caso, do seu sofrimento, da sua vida com o de outras pessoas. Então, simplesmente ofereça um ambiente confortável e ouça. Talvez nada do que você ouvir faça sentido pra você e não precisa fazer para que possa ajudar. As pessoas sentem diferente, percebem diferente e isso tudo as atinge de maneiras diferentes. Assim, não tente solucionar o problema da pessoa depois de ouvi-la, pergunte-a como você pode ajudá-la, será muito mais útil do que imaginar e fazer algo que a pessoa talvez nem precise. E você como está se sentindo? No que posso lhe ajudar?










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